terça-feira, 4 de março de 2014

Seguro e o arraial

Grande parte da raiva contra Seguro, expelida pelo arraial -  socraticos e Aula Magna -, é da mesma natureza da expelida contra Cavaco. Se repararem bem, são as mesmas pessoas, nas mesmas tribunas   e a mesma premissa inicial: Seguro e Cavaco facilitam a vida ao governo.
O arraial  começou a assestar baterias na dupla Seguro/Cavaco só depois do esvaziamento do momentum das manifs. A ideia era simples: este governo não podia governar. E não me venham a com história  da política de austeridade para enganar tolinhos:  os socráticos entenderam sempre que este governo é usurpador da  grande sucessão de PEC's, os Aula Magna, como Soares e Pacheco  Pereira, descrevem o PSD como uma comandita mafiosa.
O arraial assegurou sempre que este governo não iria, não poderia chegar ao fim da legislatura. Por isso é que nunca se incomodaram  em apresentar  alternativas e odiaram tanto  que os interpelassem sobre as tais  alternativas. O importante, sob a capa do patriotismo de lágrima fácil, foi sempre assegurar o fracasso de Passos e Portas.
Quando Seguro tenta fazer diferente,  é desprezado  e tratado como o Forrest Gump da política portuguesa ( "o tolo que deu a mão ao governo"). Prevalece o sentimento de casta, o mesmo que, in illo tempore,  desprezou Cavaco.


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