quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Por causa dos tremoços



Sou ambivalente nisto. Só tenho smartphone  ( nem telemóvel normal tinha) há uns meses e nunca dei por  nenhuma restrição à minha liberdade.  Durmo o mesmo, como o mesmo, leio o mesmo, converso o mesmo. Alargando um pouquito a pesquisa, já referi no Depressão Colectiva o caso de casais que acabam por sms. A Carla  dirá que também se acaba ao vivo e a cores. Claro. Escuro.
Qualquer modificação tecnológica tem impacto social. Quando o comboio uniu  as duas costas dos EUA, os bisontes ficaram à  beira da extinção. O estar distraído ao pé de alguém  não necessita de smartphone.  O meu longo registo disciplinar, na escola, depois  na tropa ( chegava  a ausentar-me quando dava a formatura na parada) e, finalmente,  no sofá, onde me sento ao pé da minha mulher,  prova-o. Porquê  então a ambivalência? Por  causa dos tremoços.
Esta tecnologia não é apenas uma derivação, ela cria espaços intensos que excluem o parceiro do lado de forma perversa. A simples  distracção ou alheamento é limpa: não estou cá. O smartphone diz: estou com outro(s).  O abandono do banco de jardim  já não é necessário, o espaço fica reduzido a uma mera conveniência ainda  maior do que  no tempo dos silêncios constrangedores. Na esplanada também já não há pretexto para mandar vir um prato  de tremoços.
Masoch  teria escrito à mesma  o Venus  im  Pelz se tivesse um smartphone: só há escravos ou tiranos, nunca companhias.

Animais amigos dos animais

Os animaizinhos estão a salvo.
Agora às mulheres  de castas mais baixas já não garanto nada.

(Egipto: mulher dá à luz fora do hospital, o director foi demitido) فضيحة مستشفى كفر الدوار العام... ولادة سيدة تحت البطانية فى الشارع

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Isto tem de ser muito bem explicadinho

O que Paulo  Pena não escreve, talvez porque não lhe convém, é que havia, e há,  muita mais gente acima do tecto dos 100.000 euros. Seja como for, há ali um momento de transição defensiva, como dizem os caboucos da bola, que tem de ser muito bem clarificado.
O que não necessita de explicação é a teoria da justa repartição de sacrifícios: um bertoldo de black tie  num clube de Oxford a citar o Winston será sempre um bertoldo de black tie.

Palavra de honra ???? (5)

O bom do Bergoglio, o cavaleiro contra o capitalismo internacional, o lord protector dos oprimidos, afinal  não vale nada porque não inclui os homossexuais e os divorciados.

Palavra de honra ????? ( 4)

"Jesus não ganha sequer metade dos jogos  a doer"
A sério? O génio?

Chorar alivia?

Com a ajuda do dr.Bucéfalo. No Depressão Colectiva.

São bons, são muito bons

Desde que isto se soube, a SIC-N tem passado uma reportagem sobre o personagem.
O assunto até é irrelevante, mas os profissionais não conhecem domingos. Jardins, passarinhos, voz off cool breeze a subentender um mal-entendido, o personagem amável e engravatado  vítima de uma cabala.  Nada de  sorrisinhos desdenhosos, trocadilhos trocistas e assim.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

O Expresso de Ricardo Costa: aquela máquina

A criar factos políticos até 2015.

As grandes mentiras da civilização ( 4)


"Quem não é radical aos 20 não é democrata aos 40".
Esta é uma das mais difundiadas e apreciadas. Pressupõe uma refrescante  concepção da radicalidade: coisa de miúdos.
É engraçado que  o ponderado Rudolph Hoss comandou Auschwitz aos 42 anos. Já o sensato Beria, com 41 anos, depois da conferência de Zakopane ( Gestapo-NKVD), ordenou o massacre de Katyn.
Enfim, trocar o pequeno livro de Mao pelo pequeno  livro de instruções do Mercedes Coupé não é motivo para estabelecer leis de psico-história, co' a breca...