sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Leiam o post do Miguel Noronha e reparem neste comentário ao dito:

"Cancelar a austeridade” siginifica exactamente isso mesmo, e nada mais para além disso, assumindo todas as consequências que isso implica (durante dois ou três anos, mais falências, fome, miséria, etc, whatever). É apenas isto que muita gente não entende…(especulo que por pouca capacidade de conceber o que é a noção de sofrimento) ".

É sempre bom haver alguém que fale claro. Ao fim do segundo ano: "estamos pior do que há dois anos", "arrastaram-nos para  a miséria",  "venderam o país", "as crianças não têm leite" etc.

Submarinos x Freeport


Admito todas as desonestidades, eu próprio sou um potencial corrupto ( mas ninguém, a não ser o Reich, quer corromper um zé-ninguém), menos a intelectual.
No caso dos submarinos, temos políticos na linha de fogo da  imprensa, o Estado delapidado, banqueiros  a falar alegremente de milhões de comissões subterrâneas,   documentos desaparecidos,  condenados na Alemanha ( de onde os barcos vieram).
O que não temos é textos -  nos blogues liberais e do Portugal  profundo -  sobre o assunto, com  a mesma verve ( piadolas, certezas etc) dos publicados sobre o Freeport. Está arquivadinho e adeus ó  Guida...

Picnicão da TAP

Os participantes, os petiscos.

Da obsessão

Rios e amores. No Depressão Colectiva.

Acordai, acordai...

Quais "comentadores"e "analistas",  Vasco? Acorda, homem.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Antena islâmica: o Estado Islâmico




 O primeiro teórico do  "Estado Islâmico" foi Abul Maududi, que inspirou  Shariati, o grande professor de Khamenei e de Mothari, o bulldog de Khomeni. Este foco da escola de Qom tem tanta importância como a universidade de Al-Zahar.
Maududi propunha o Estado Islâmico em 1926: um forma de governo, nem secular nem monárquica, e que prometia um retorno -  através da governação moral e da implementação da sharia - à comunidade primordial do Profeta e dos seu seguidores. Todos sabemos  que foi Qtub , que pregou a morte aos cristão e aos  judeus em convenções públicas realizadas nos EUA, quem deu seguimento ao projecto de Maududi. Mais tarde, Azzam e Ben laden, discípulos de Qutb seguiram a sua  propria via.
Azzam foi assassinado em Novembro de 1989, em Peshawar. Em 1979 tinha  emitido uma fatwa histórica. Apelava à jihad contra a URSS, o que permitiria aos mujahideen afegãos a criação de um Estado Islâmico. Todo o bertoldo  ignorante repete hoje que foram os EUA a desestabilizar a região, mas a verdade é que foi a invasão soviética do Afeganistão o motor do processo.  A jihad de Azzam  era uma  fard ayn, uma obrigação individual de todo o muçulmano em qualquer parte do mundo. A jihad tornava-se global, o proto-estado islâmico via  a luz do dia. A razão pela qual o Irão  luta hoje ao lado dos EUA  contra o ISIS prende-se com o desprezo dos descendentes de Azzam  e Maududi pelo clero tradicional xiita e pela sua, literalmente,  realpolitik na região.
Baghdadi, não por acaso dizendo-se descendente do profeta, ficará na História como apenas mais um  a tentar a utopia de Maududi.

Regalado

O único belo jogo desta época ( a fazer lembrar a primeira de Jesus)  e perdemos. Primeiro toque, tabelinhas, remates espectaculares, uma só defesa de Júlio César.
Tudo somado, uma bela semana.

Lá está

Quem não é radical ao 20, não é democrata  aos 40.

Canção do submarino

Se há suspeita,investiga.
Se investiga, demora.
Se demora, prescreve,
Se prescreve, arquiva.

Roma, 476


Afinal, é tudo muito claro. Basta acompanhar uns minutos a comissão de inquérito ao BES para se perceber a queda do império.
Sem excepção, os governadores de província que por lá passaram, cavalheiros distintos e das melhores famílias, com mundo, experiência, contactos, MBAs e a gravitas dos poderosos - não viram nada, não sabiam de nada, não desconfiavam de nada.
E é esta a nossa elite económica?
Meu Deus, isto está pior do que eu pensava...

"O problema do bloqueio a Cuba é o problema central, foram muitos anos de sofrimento para o povo cubano", Helena Pinto, Bloco de Esquerda, há bocado, na TSF

 

Radio Odna Baba Sakala ( 2)

- Que diferença há entre um filme mudo e  a democracia socialista?
- Num filme mudo podemos ver o filme, mas não ouvimos falar;  numa democracia socialista ouvimos falar de democracia, mas não a podemos ver.