terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Dossier Pelicano

Joqauim Barreto, de Cabeceiras de Basto , é o homem de Costa  nas eleiçoes da Federação de Braga, a cidade de onde João Galamba  bradava vitória   há um par de meses.  É um homem muito industrioso: organizou de Joelhoa até Lisboa para festejar a vitória de Costa na autarquia de Lisboa. Seja  como for, é toda uma  nova  forma de fazer política,  a deste representante de António Costa  em Braga.

 Também é parco em palavras: inquirido pelo PCP e pelo PSD,  explicou  uma derrapagem por causa de um problema de fumegagem. É estranho que uma empresa tão boa tenha sido tão imprevidente. Isto já pia mais  fino com a coincidencia: a alteração ao registo de contratos públicos data  de 2009, a mesma altura em que o nosso  Joaquim Barreto  adjudicou a obra através de um concurso que já estava feito antes de estar,  a tal que  que não previu um coiso de fumegagem.

Quanto a zombies que votam, parece que o homem de Costa  não fica atrás dos mortos-matados. Talvez isto explique por que motivo a coisa está  em águas de bacalhau.

Então e o Dossier Pelicano? Ora, isso fica para os amantes das teorias da conspiração. Braga, Lisboa, Parque Meyer e uma boa meia- pergunta ( o valor final já conhecemos):

"O acordo surge quando se aguardava a decisão do Supremo sobre a anulação quer da permuta do Parque Mayer por um lote da Feira Popular quer da aquisição em hasta pública de outro, conseguidas pelo município na primeira instância em 2010 e na relação em 2011. O i tentou obter um esclarecimento do município sobre o porquê desta solução quando a autarquia aguarda há menos tempo pela decisão final do Supremo do que o que esperou pelas decisões favoráveis nas instâncias comuns. Até ao fecho desta edição não houve resposta a essa pergunta nem ao valor final que o município estima para esta operação".


Pois é

Estive no outro dia  em longa, deliciosa e nem sempre  amena cavaqueira com o dr.António Arnaut.  Histórias de Aquilino e Nemésio ( duas paixões em comum) , da maçonaria e do SNS, claro,  até de uma viagem a Pyongyang. A  página tantas lá  se falou de política. O remate final coube-lhe a ele: a desigualdade é muito maior agora. Ora se é.

Nada disso


1)  No anos 90 ouvia o mesmo discurso, aqui sintetizado, a qualquer   ilustrado do PSR, MRPP ou PCP . A diferença é que na altura o acusador  tomava o pequeno almoço com Cavaco e o resto da célebre task force que definia a comunicação política do cavaquismo.

2) Já aqui avisei. Depois de culpar Cavaco e os media, o ódio recairia sobre o ... povo. No dia  em que este mesmo povo bruto, drogado e imbecil  der uma  vitória esmagadora  a um António Costa, passa  a ser excelente, educado e sóbrio.

Outra questão, levantada pelo Luís Naves, é a da incapacidade de adaptação a novos tempos. Bem,  também é velhíssima, com o seu cortejo tremendista de pragas e hecatombes  anunciadas (de Hesíodo a Spengler), mas reconheço-lhe um particular interesse  nos dias portugueses de hoje. Lá irei um dia destes ( com arquivo...).

Concretamente, dr. António Costa,

O que pensa disto?

Antena Islâmica ( especial Gaza)

1)  Impressionante ( clique para começar)
2) Estudar, analisar.

domingo, 31 de Agosto de 2014

Deixá-los estar

Até agora, em 270 minutos, o wonderteam de Alvalade marcou dois (2)  golos de bola corrida  ( o outro foi uma oferta do nosso Amélia).

O que nos espera

1) Marlene no arame. Se a coisa cair mal, a culpa é da João.
2) Claro, claro, só como consultora. Com os outros é informação livre, com gente  fina e coordenadora  da campanha de Costa é campanha negra.

Teoria geral da canalhice

As manifestações de solidariedade com o sofrimento yazidi e de apoio ao direito dos yazidis de terem o seu país sem  serem  esmagados por um vizinho poderoso:  em  Paris, Londres, Madrid, Lisboa, Patopólis etc.

Golo do Camus


Nem de propósito. Umas das minhas  leituras  deste óptimo e fresco Agosto que está a  acabar  foi de um dos meus heróis. Exceptuando alguns  escritos  argelinos e algumas entrevistas,  só tinha lido os  romances. Ataquei  agora  as Reflexões sobre  a Guilhotina e  a Cartas a um Amigo Alemão, Ed. Folio,  ( ambos fabulosos) . Camus adorava futebol.
O futebol, como a religião, é inimigo das bestas pomposas e alucinadas que nos pretendem orientar. Não é por acaso que usam a corruptela, substituindo a religião pela bola, de Marx ( que nem é exacta, será mais no sentido de  alívio): o futebol é o ópio do povo. O futebol é uma das  manifestações primitivas, anteriores à pulsão jacobina que pretende construir de raiz cada porta, cada rua, cada aldeia, cada sociedade: são  selvagens no coração, civilizadas na forma. Pode ser igualmente brutal e manipulativo, mas não é artificioso.
Hoje esqueço o pó ao Zé Broncas e ao Luís dos Pneus e celebrarei cada golo  como se de um filho  se tratasse. Por acaso quando um deles nasceu estava a ver o Benfica x Lokomotiv, com o Ovchinikov à baliza dos russos, e só interrompi para saber se estava tudo bem.