quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

O clima, a relva, a iluminação, as laranjas do Bento em Moscovo

Como me acusava há tempos um comentador: "Todos os pretextos são bons para bater no Jesus".
Pois, coitadinho. O que vale é que está aqui está a partir  para um grande da Europa, como o Cardoso, outro injustiçado.

Um maná para um psicólogo ( 5)

Proença de Carvalho e Maria de Lurdes Rodrigues debateram ontem na TSF a prisão de Sócrates. Uma foi recentemente condenada por prevaricação quanto era ministra de Sócrates, o outro é o chairman do escritório que defende o motorista.

Está na altura de recordar

O caso Domingos Névoa /Sá Fernandes. Se nem aí foi provada a corrupção,  é como diz o Valupi:


É melhor, à cautela,  começar o peditório para uma eventual indemnização. Proponho que se cheguem à frente os que, desde sexta-feira, sem saberem pevide  do que está no processo, esgotaram as garrafas de champagne.

The Goldwater Rule

Na estrita observância da regra ( tem graça porque  não foi aplicada a Nixon, sobre o qual os psicanalistas e psiquiatras americanos  escreveram toneladas de disparates), tenho uma perguntinha, uma resposta e uma conclusão sobre o affair Sócrates:
É possível um líder político  roubar milhões durante anos  e não se pôr ao fresco assim que sai da cena política, em vez de  regressar ao debate político e ter um programa semanal na televisão?
Resposta: ( continuando na estrita observãncia da regra): Não, a menos  que seja  essencialmente um maníaco com laivos de  psicopatia. Kennedy, Bismarck, Lincoln, Sá Carneiro e muitos outros aparentavam, e nalguns casos o diagnóstico foi confirmado, acentuada ciclotimia. O problema aqui é o traço picopático. Ele é que explicaria a ausência de ressonância moral e social dos actos: o psicopata estabelece uma realidade paralela.
Como Sócrates nunca deu indicação  de ser um maníaco psicopata, concluo que isto vai acabar mal, mas, lá está, existe a Goldwater Rule...

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Tiro de Holland & Holland Sesquicentennial Royal de Luxe”.470 NE

Aqui

No caminho de Damasco

O caso Sócrates tem pelo menos um mérito: gerou conversões extraordinárias. Portas converteu-se ao silêncio, Jardim aos direitos humanos e os socialistas à presunção de inocência.
Deve ser isto a tal mudança de regime.

Impecável

"No meio do nevoeiro de guerra que a Operação Marquês provocou tamanho o seu poder de fogo, o sentimento de confusão é a resposta mais natural. Não sabemos o que está em causa naquilo que nos dizem ser a causa das coisas. Mas sabemos que o Estado de direito está a funcionar. Procurador e juiz estarão a dar o seu melhor na defesa dos nossos interesses – esta deve ser uma presunção tão preciosa quanto a da inocência de Sócrates até prova em contrário".

Não devia era ter começado

O amor. No Depressão Colectiva.

Um maná para um psicólogo ( 4)

O MP abriu um inquérito para apurar se houve violação do segredo de justiça.
Um bom exemplo. Eu também mandei fazer um inquérito  cá em casa para apurar quem bebeu o Vale Meão que bebi anteontem.

Um maná para um psicólogo ( 3)

Tanta violação do segredo de justiça e a Felícia Cabrita e comandita ainda não violaram a dita  origem criminosa ( sem a qual isto tudo não passa de um terrível crime ...fiscal)  dos tais 25 milhões.
Bem, nunca violei 25, calculo que seja difícil, mas já era  tempo de um diagrama a cores: 8 do Freeport, 5 da Cova Beira, 4 da Venezuela etc.

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Diário de um cínico

1. Não, não há uma crise do regime. Pelo contrário: prender um ex-governante, se há indícios de crime, é um sinal de maturidade democrática. A conversa de que ninguém está acima da lei quer dizer isso mesmo. Nos tempos que correm, aliás, se o regime entrasse em agonia de cada vez que um ex-governante vai a tribunal (Isaltino, Lurdes Rodrigues, Vara, Duarte Lima...), a democracia portuguesa estaria morta. E bem morta.
2. Dito isto, só quem sofra de grave dissonância cognitiva pode ignorar que o problema vai muito além do PS. Com a subtileza habitual, o Primeiro-Ministro informou a nação de que os políticos "não são todos iguais". Está enganado. Para a nação, que mal distingue Tecnoformas e contas na Suíça, os políticos são mesmo todos iguais. A diferença é que uns estão lá em cima e os outros (já ou ainda) não.
3. Quem é que ganha com o caso? Marinho Pinto, o PCP, os profetas do apocalipse. Talvez o Bloco, se ainda estiver vivo. Aconteceu lá fora, começa a acontecer  por cá. Nunca acreditei que um partido como a Frente Nacional ou o Podemos triunfasse em Portugal. Até ontem.
4. E quem é que perde? Costa e o PS, claro. Não adianta tapar o sol com a peneira. Mesmo que queiramos separar as coisas, a fidalguia socialista clama urbi et orbi contra o "golpe de Estado" que se destinaria a afastá-la do poder. Nunca acreditei que o PS perdesse as próximas eleições. Mas desde ontem...
5. O PSD e o CDS também perdem. Perdem os partidos do "arco da governação". Perdem os políticos, a classe dirigente e todos os que metem as mãos na coisa pública. Esperar que continuemos a olhar para eles do mesmo modo, depois dos vistos gold, das pensões vitalícias e da prisão de Sócrates, é de uma ingenuidade acima das nossas posses.

Contra-propaganda

Mil euros a quem o desmentir:

"Mas alguém viu alguma imagem da detenção? Alguém viu polícias a prenderem Sócrates e a meterem-no num carro?